• Quarta-feira , 5 Agosto 2020

Famílias que vivem no Marajó recebem 16 mil cestas de alimentos

Esta postagem foi publicada em 16 de Junho de 2020

Última atualização: 06:41

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Foto: Marcelo Camargo/Agência brasil

Um exemplo de solidariedade cruzando o Brasil. Desta vez, do Sudeste ao Norte. O Navio Auxiliar Pará, da Marinha, com 200 militares a bordo e 16 mil cestas básicas doadas por voluntários de São Paulo, chegou nesta segunda-feira (15) ao município de Afuá, que fica no Arquipélago do Marajó, no Pará. A comunidade ribeirinha de lá será beneficiada com 8 mil cestas básicas.

A viagem, da Base Naval de Belém até o atracadouro de Afuá, durou dois dias. Os alimentos foram desinfectados antes de serem entregues às famílias que sofrem com a perda de renda durante a pandemia. A ação, realizada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, é batizada de Pão da Vida e faz parte do projeto Abrace o Marajó. São parceiros da operação, o Ministério da Defesa e o Pátria Voluntária, Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, vinculado ao Ministério da Cidadania.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Afuá ficou isolada. Os barcos que fazem a travessia até centros urbanos não podem mais levar passageiros, apenas carga. Isso prejudicou a economia local e impediu o ganha pão de muitos ribeirinhos que vivem na comunidade.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participou da entrega das cestas. “A nossa vinda aqui é pra abraçar o Marajó. É dizer para as famílias que, neste momento de pandemia, as famílias do Marajó não estão esquecidas. Viemos garantir a segurança alimentar”.

As outras 8 mil cestas básicas, que estão no Navio Auxiliar Pará, serão entregues pelos militares, ainda nesta semana, à população ribeirinha do município de Chaves, que também fica no Arquipélago do Marajó. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, as comunidades dos outros 14 municípios do Arquipélago também serão beneficiadas.

“Nós trouxemos 16 mil cestas, mas é só o começo. O nosso objetivo, com o início dessas cestas, é garantir a segurança alimentar do povo até dezembro. Nós vamos continuar mandando, até o final da pandemia. Vamos garantir aos mais humildes a segurança alimentar, até o final da pandemia”, acrescentou Damares Alves.

Atendimento Médico

Além das cestas básicas, o Navio Auxiliar Pará também está levando aos municípios do Arquipélago do Marajó atendimento médico e odontológico. Há também farmácia para a retirada de medicamentos prescritos.

Abrace o Marajó

A operação Pão da Vida faz parte do Programa Abrace o Marajó, que envolve os governos Federal, estadual e municipal e a iniciativa privada. O programa tem o objetivo de melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios da região com ampliação do alcance e do acesso da população local aos direitos humanos.

O arquipélago, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, abriga cerca de 500 mil pessoas e inclui o município com o pior IDH do Brasil: Melgaço. Outros sete dos 16 municípios do arquipélago estão na lista dos 50 piores IDH do país: Chaves, Bagre, Portel, Anajás, Afuá, Curralinho e Breves.

“A gente quer provar para o Brasil, para o mundo, que é possível a gente pegar uma cidade com o menor IDH do brasil e transformá-la numa cidade próspera. De que forma? Com uma junção de forças: o poder público, a sociedade e a iniciativa privada. É possível? É possível, por exemplo, que esta cidade seja a número 1 em educação no mundo”, disse a ministra Damares Alves, ao participar da entrega de cestas básicas em Afuá.

Damares disse que assim que acabar a pandemia, o Governo Federal voltará ao Arquipélago do Marajó para entregar empreendimentos e obras.

“Exatamente agora em junho, a gente tinha muitas entregas para fazer, mas a pandemia nos impediu. Hoje não é dia de festa, não é dia de celebração. Eu não queria estar aqui entregando comida. Queria estar aqui entregando empreendimento, emprego, obras e não cestas básicas, porque o povo de Afuá, o povo de Marajó não merece mais apenas cesta básica. Merece desenvolvimento, merece dignidade, merece cidadania. Essa pandemia vai passar, e a gente vai voltar para uma grande festa, a gente vai voltar para fazer as grandes entregas. Por enquanto, é isso. É cesta básica para alimentar quem está com fome”, finalizou a ministra.

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